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Sistema Easy para Taça de Gin em Poliestireno: controle térmico, estabilidade e vestígio mínimo

Foto do escritor: Nova Câmara Quente
Nova Câmara Quente
28 de set.
5 min de leitura


Peças plásticas com geometria alta e esbelta exigem atenção especial durante o processo de injeção.

Quando a aplicação também precisa apresentar bom acabamento visual, estabilidade dimensional e repetibilidade entre cavidades, o sistema de Câmara Quente passa a ter papel decisivo na qualidade final do componente.

Esse foi o cenário deste projeto desenvolvido para a produção de uma Taça de Gin em Poliestireno (PS), utilizando um sistema Easy Série F com 02 bicos, manifold em formato “I” e comprimento C1 de 110 mm.

O desafio não estava apenas em preencher duas cavidades. Era manter o material sob condições adequadas ao longo de um percurso elevado, garantindo equilíbrio térmico, estabilidade estrutural e um ponto de injeção discreto na base da peça.


O desafio estava na geometria


A própria geometria da Taça de Gin definia boa parte da complexidade do projeto.

Por se tratar de uma peça alta e esbelta, as cavidades apresentavam profundidade significativa, exigindo um molde de proporções elevadas e bicos com 110 mm de comprimento C1.

Quanto maior o percurso entre o manifold e o ponto de injeção, maior a importância de controlar adequadamente a temperatura do material.

Variações ao longo desse caminho podem alterar a viscosidade do polímero e gerar diferenças no comportamento do preenchimento.

Em uma aplicação como essa, possíveis consequências incluem:

  • linhas de fluxo;

  • diferenças de preenchimento entre cavidades;

  • empenamento;

  • variações dimensionais;

  • alterações no acabamento superficial.

Por isso, o projeto precisava preservar condições térmicas semelhantes até a entrada do material nas duas cavidades.


Poliestireno: rigidez e acabamento com controle de processo


O material utilizado na aplicação foi o Poliestireno (PS).

Trata-se de um termoplástico rígido, amplamente utilizado em aplicações nas quais acabamento e estabilidade geométrica são importantes.

Por outro lado, peças altas e com paredes relativamente delgadas podem tornar o processo mais sensível a variações de temperatura, velocidade de preenchimento e resfriamento.

Neste projeto, alguns dos principais pontos de controle estavam relacionados a:

  • temperatura do polímero;

  • taxa de resfriamento;

  • cisalhamento durante o preenchimento;

  • uniformidade entre as duas cavidades;

  • estabilidade dimensional da peça.

O objetivo era preencher completamente a geometria sem introduzir defeitos capazes de comprometer tanto a aparência quanto a integridade da taça.


A solução: Easy Série F com dois bicos


Para atender às exigências da aplicação, foi adotado um manifold em formato “I” com 02 bicos Easy Série F, cada um com C1 de 110 mm.

A configuração foi desenvolvida para distribuir o polímero de maneira equilibrada entre as duas cavidades.


O sistema contou com:

  • aquecimento independente nos bicos;

  • controle térmico central do manifold;

  • distribuição equilibrada do polímero;

  • ponteiras VMSMA - Vestígio Mínimo Sem Marca Anelar.


Essa arquitetura permitiu trabalhar simultaneamente dois aspectos críticos do projeto: manter a fluidez adequada do PS ao longo do percurso e preservar o acabamento visual da região de injeção.


Controle térmico ao longo de 110 mm


O comprimento dos bicos exigiu atenção especial.

Em um sistema com C1 de 110 mm, não basta manter apenas o manifold na temperatura correta. É preciso garantir que o material atravesse todo o bico sem sofrer variações excessivas de viscosidade.

Regiões frias poderiam aumentar a resistência ao fluxo.

Regiões excessivamente aquecidas, por outro lado, poderiam modificar o comportamento do polímero e prejudicar a estabilidade do processo.

Por isso, os bicos utilizaram aquecimento independente, permitindo um controle mais preciso das condições térmicas próximas às cavidades.

O manifold também recebeu controle dedicado, formando uma arquitetura térmica capaz de manter condições mais uniformes durante toda a alimentação.


Balanceamento entre as duas cavidades


Outro ponto importante estava na equivalência entre as cavidades.

Para que as duas Taças de Gin apresentassem comportamento semelhante, o polímero precisava chegar aos dois pontos de injeção em condições próximas de pressão, temperatura e velocidade.

O manifold em formato “I” foi desenvolvido justamente para distribuir o material de maneira equilibrada.


Esse balanceamento contribui para reduzir diferenças entre peças produzidas no mesmo ciclo e melhorar a repetibilidade de:

  • preenchimento;

  • peso;

  • geometria;

  • acabamento superficial.


Em uma aplicação de elevada exigência visual, essa uniformidade é especialmente importante.


Vestígio mínimo na base da taça


Além do preenchimento, o ponto de injeção precisava apresentar bom acabamento.

Como a região de entrada do material permanece visível no produto final, marcas excessivas poderiam comprometer a aparência da peça.

Para reduzir esse impacto, o sistema foi equipado com ponteiras VMSMA - Vestígio Mínimo Sem Marca Anelar.

A tecnologia foi aplicada para manter o ponto de injeção mais plano e discreto, reduzindo marcas perceptíveis na base da taça.

Esse aspecto mostra como, em produtos de elevada exigência estética, a engenharia da Câmara Quente não termina no preenchimento da cavidade. O próprio acabamento do gate passa a fazer parte do desenvolvimento.


Engenharia térmica e estrutural do conjunto


O comprimento dos bicos e o porte do molde também criaram um desafio estrutural.

Quando o sistema atinge sua temperatura de operação, bicos, manifold e demais componentes sofrem dilatação térmica.

Essa expansão precisa ser considerada desde o projeto dos alojamentos.

Caso contrário, podem surgir esforços indevidos, desalinhamentos ou problemas de vedação.


Por isso, o desenvolvimento considerou:

  • compensação da dilatação térmica de bicos e manifold;

  • alojamentos com tolerâncias controladas;

  • robustez da placa porta-cavidade;

  • estabilidade mecânica do conjunto durante a produção.


O manifold foi produzido em aço P20 com acabamento retificado, contribuindo para a precisão de montagem e estabilidade dimensional do sistema.


Quando molde e Câmara Quente precisam trabalhar juntos


Projetos como esse mostram que a Câmara Quente não pode ser analisada isoladamente.

O desempenho do sistema depende também da estrutura do molde, da placa porta-cavidade, das tolerâncias de montagem e da forma como os componentes se comportam em temperatura de trabalho.

Em uma aplicação com bicos longos e cavidades profundas, esse cuidado se torna ainda mais importante.

A estabilidade térmica precisa ser acompanhada por estabilidade mecânica.

Só assim é possível manter a posição dos bicos, preservar a vedação e garantir que a geometria das cavidades permaneça dentro das condições previstas durante a produção.


Resultado técnico


Neste projeto, o desafio não era simplesmente alimentar duas cavidades.

Era produzir uma peça de geometria alta e esbelta, utilizando Poliestireno, com um percurso prolongado entre o manifold e o ponto de injeção, sem comprometer acabamento ou estabilidade dimensional.


A combinação entre:

  • Sistema Easy Série F;

  • manifold em formato “I”;

  • dois bicos com C1 de 110 mm;

  • aquecimento independente;

  • controle térmico dedicado;

  • ponteiras VMSMA;

  • compensação da dilatação térmica;


permitiu estruturar uma solução voltada para preenchimento balanceado, repetibilidade geométrica e vestígio mínimo.


Conclusão


A produção de uma Taça de Gin em Poliestireno apresenta desafios diretamente relacionados à geometria da peça.

Quanto maior a profundidade da cavidade e o comprimento do bico, maior a necessidade de controlar temperatura, fluxo, dilatação térmica e estabilidade estrutural do ferramental.

Neste projeto, a utilização de um Sistema Easy Série F com 02 bicos de 110 mm e manifold em formato “I” permitiu integrar esses fatores dentro de uma única solução.

O resultado demonstra como geometria, gestão térmica e engenharia estrutural precisam trabalhar em conjunto para viabilizar peças altas, esbeltas e de elevada exigência visual.


Nova Câmara Quente


Cada aplicação exige uma solução compatível com a geometria da peça, o material processado e as condições reais de produção.

Na Nova, sistemas de Câmara Quente são desenvolvidos considerando não apenas o preenchimento, mas também estabilidade térmica, integração com o ferramental e qualidade final do produto.


Precisa desenvolver uma solução para peças profundas, aplicações em Poliestireno ou projetos que exigem vestígio mínimo? Fale com a equipe técnica da Nova.


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